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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Para que Fui Viajar...

domingo, 12 de setembro de 2010
Palavras Juntas

Controle de toque
Atormento do choque
Acompanham os filhos
Nós nos ferimos
Não se veem rosas
Estou com pressa de sair
Haverá uma solução para o caso
Que foi comprado pelo empresário
O que resta é remar, temer, sorrir
Partir, receber, dormir
Ficar
E talvez estudar
Quem sabe cantar
Até roucar
Acabo de ler o poema
Ele foi ferido
Coração desconstruído
Por uma fala de borracha
João acabou de comer
E vai ao seu encontro
Continuo lendo
Que afronto
Como estavam velhos
Os conceitos
Os trejeitos
Tudo
Anoitecera
A mulher foi educada
Função obrigatória
De dar a palavra para quem
Não quer nada
Vieste interromper –me o trabalho
Porra
Já venho tratando desse assunto
Desculpa
Vim a saber desses acontecimentos muito tarde
O trabalho está por terminar
Como?
Desapareceu para sempre
Como?
Desapareceu para sempre
Como?
De-as-pa-re-ceu
Como?
Vai à merda!
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Natureza do Amor Parte II

Desde quando deitei contigo
da primeira vez
Achei um perigo
pois sou um masturbador nato
e agora o teor terá que ser guardado
para extenua-la mais e mais
Desde quando deitei contigo
da primeira vez
Tive a sensação
de que alguém nos espreitava
tirava fotos
e algo do gênero
você percebia e gritava
"Eu não ligo seus putos, pois o tempo é nosso"
Desde quando deitei contigo
da primeira vez
Ah, minha barba enrijeceu
meu cabelo cresceu
minha timidez encolheu
e o ambiente?
Parece que nos favoreceu
Parece
Desde quando deitei contigo
da primeira vez
Percebi que todo disfarce é válido
O prazer era para ser hábito
e o gozo, não deveria ser regido por contrato
ato
seu rosto contorcido
e sua voz pedindo contato
não deixa quieto
sentimento pulsando
corpo inquieto
situações que não tem fim... (eternidade)
Que bom!
domingo, 15 de agosto de 2010
Deck Submerso – O Começo
Rotativo com um ventilador de aço, produzindo um vento potente que bagunçam cabelos lisos e reforça cabelos crespos. Trejeitos, andares que não ficam ilesos diante da tentativa quase cega de ter alguns minutos de atenção. Mexe com uma, mexe com outra e o que se tem? Alguns minutos de atenção, lógico! Mas que atenção é essa com olhares inquisidores, reparando a ruga do olho esquerdo que não quer dizer nada diante do fato de simplesmente querer um pouco de atenção. O vento aumenta e a maré sobe. Deteriora a pilastra. O seu alicerce foi construído com areia de praia. A atenção é o cimento que sempre faltou... Olhares de cima para baixo. Olhares de desdém. O mar bate na pilastra. Não há tentativa de ir além. Não há sorrisos. Não há incomodo. Olha, olha ein. Está sentado conversando com alguém. Eles parecem felizes. Não há destrato. O universo tá conspirando... A pilastra se rompe. O deck submerge. E a conversa? A conversa flui sem pressa...